Teve início em Portugal os primeiros trabalhos geodésicos, executados por Francisco António Ciera, coadjuvado pelos oficiais do Exército Pedro Filipe Folque e Carlos Frederico de Caula.
Lançamento do Cadastro Geométrico, através de um alvará que determina a existência de um cosmógrafo em cada comarca do reino.
A direção dos trabalhos geodésicos é entregue a Pedro Folque, do qual é colaborador o seu filho Filipe de Sousa Folque, lente da Academia Real da Marinha.
Com a morte do pai, Filipe Folque é nomeado seu sucessor no cargo de Diretor dos trabalhos Geodésicos e Corográficos do Reino. A insuficiência dos recursos disponíveis leva Filipe Folque a concentrar esforços na elaboração de uma carta à escala 1:100 000, cobrindo a totalidade do território do País.
A Comissão dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos e Cadastrais do Reino passa a pertencer ao Ministério das Obras Públicas.
Pedro Filipe Folque contratou o artista polaco João Lewicki, para introduzir o sistema de gravura de cartas em pedra, institucionalizando-se assim o processo litográfico em Portugal.
Iniciam-se as observações de nivelamento geodésico que ficariam concluídas em 1880.
Criou-se a secção fotográfica para reprodução cartográfica, com a introdução das duas primeiras câmaras fotográficas em Portugal.
Assinou-se em Paris a Convenção do Metro, com a adesão de 16 países, entre os quais Portugal. Na mesma altura é fundado o Bureau International des Poids et Mesures, com o objetivo de fazer adotar em todos os Estados um único sistema métrico decimal, distribuindo-lhes protótipos que diferissem o menos possível do antigo Metro dos Arquivos.
Iniciam-se as observações de nivelamento geométrico de precisão, com base no nível médio das águas do mar, e instala-se um marégrafo em Cascais.
Os serviços são transferidos do Palácio das Cortes, em S. Bento, para parte do Convento Novo de Coração de Jesus, ou Convento de Santa Teresa de Jesus, anexo à Basílica da Estrela.
O Bureau International des Poids et Mesures distribui a Portugal o Protótipo n.º 10 do Metro Padrão, o qual é confiado à Comissão dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos e Hidrográficos do Reino, estando atualmente entregue à responsabilidade do IGP.
É criado o Instituto Geográfico e Cadastral (IGC), como Direção-Geral autónoma do Ministério do Comércio e Indústria, dividido em quatro Direções de Serviços (Geodésicos, Cartográficos, Geométricos do Cadastro, Técnicos e Toponímicos) e uma Divisão Técnica de Avaliação. Em 1940, o IGC passa para o Ministério da Economia e em 1949 é integrado no Ministério das Finanças.
É publicada uma nova Lei Orgânica do IGC. na qual se destaca a criação das Delegações Regionais e de uma Escola de Formação e Aperfeiçoamento, com Cursos Técnicos Profissionais reconhecidos pelo Ministério da Educação.
O IGC é integrado no Ministério do Planeamento e da Administração do Território.
É criado o Instituto Português de Cartografia e Cadastro (IPCC), que herda em grande medida as atribuições e competências anteriormente atribuídas ao IGC, que na mesma data foi extinto.
O IPCC muda os seus serviços centrais para novas instalações na Rua Artilharia Um, nº 107, em Lisboa, onde hoje se encontra.
É criado o atual Instituto Geográfico Português (IGP), e que resulta da junção do ex-IPCC com o ex-CNIG (Centro Nacional de Informação Geográfica).